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Provas de Doutoramento em Arquitetura | Mestre Inês Graça Voltar

segunda-feira, 05/12/2022    Auditório 1 - EAAD
No dia 5 de Dezembro pelas 14h30, terão lugar no Auditório 1 da EAAD as provas de Doutoramento em Arquitetura requeridas pela mestre Maria Inês Lourenço Graça.
Maria Inês Graça defenderá a tese “O ciclo construtivo da Casa de Bragança nos séculos XV e XVI: os seus paços ducais em Guimarães e Lisboa”.

Resumo: Com esta investigação propomos o estudo da arquitetura senhorial quatrocentista patrocinada pela Casa de Bragança, numa análise comparada entre as casas senhoriais construídas por esta família durante o século XV e início do século XVI. Neste período, a Casa de Bragança edificou o paço em Barcelos (c.1410), Guimarães (c.1420), Ourém (c.1440), Porto de Mós (c.1450), Lisboa (c.1500) e Vila Viçosa (c.1501) que, quando analisados em conjunto, permitem identificar uma linhagem de moradas projetadas pelos Bragança segundo motivações político-simbólicas idênticas, que se refletiram em princípios de implantação e de relação com a envolvente análogos. Nesta trajetória secular, olhamos aprofundadamente os paços ducais em Guimarães e em Lisboa, situados no início e no fim da cronologia sobre a qual nos debruçamos. O Paço dos Duques de Bragança em Guimarães foi – a partir do século XVII, num reconhecimento reiterado pelo Estado Novo – entendido como um dos mais importantes monumentos de Guimarães e do país. Fundado nas primeiras décadas de Quatrocentos, foi sede da Casa de Bragança até à mudança definitiva do ducado para Vila Viçosa na centúria seguinte. O Paço dos Duques em Lisboa é, ainda hoje, um edifício relativamente desconhecido e genericamente tido como desaparecido em Setecentos, na sequência do terramoto de 1755. Construído nos alvores do século XVI, época de renovação e reafirmação do poder do Duque de Bragança, este paço ducal representa uma atualização das premissas que impulsionaram a construção ex novo dos palácios da Casa de Bragança, uma mudança que será definitivamente confirmada com a construção do paço ducal em Vila Viçosa. O estudo da evolução arquitetónica de ambos os palácios desde o período da sua fundação até à atualidade, considerando as suas sucessivas ocupações e intervenções, orienta a pesquisa que nos propomos desenvolver. Pretendemos, a partir do reconhecimento tipológico, morfológico e métrico destas seis moradias no geral, e da análise dos paços em Guimarães e Lisboa em particular, articular conhecimentos oriundos, sobretudo, dos campos disciplinares da Arquitetura e da História, estabelecendo nexos alargados entre a ação edificatória dos Bragança nas suas componentes arquitetónica, simbólica e de afirmação territorial.

Juri
Presidente
Paulo Jorge de Sousa Cruz, Professor Catedrático da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, que presidirá em representação do Reitor da Universidade do Minho.

Vogais
Maria Luísa Pires do Rio Carmo Trindade, Professora Associada com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra;
Marta Maria Peters Arriscado Oliveira, Professora Associada da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto;
Jorge Manuel Simão Alves Correia, Professor Associado com Agregação da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho;
Maria Manuel Lobo Pinto Oliveira, Professora Associada com Agregação da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho.
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